terça-feira, 1 de junho de 2010

Unhas - solução 2

Garra e união simbolizadas nas unhas. Disputando a sexta final seguida da Superliga feminina, Rio e Osasco lançaram mão de um mesmo elemento motivador para entrar em quadra ontem, em frente a 10 mil pessoas, no Ibirapuera. Enquanto as atletas do Rio pintaram as unhas de rosa, as do Osasco foram de laranja (como a cor de seus uniformes).
As laranjas levaram a melhor. Com Natália e Jaqueline em dia inspirado, o Osasco venceu por 3 sets a 2 (25/23, 18/25, 19/25, 25/13 e 15/12). E, após quatro anos perdendo o título para o principal rival, derrubou um estigma de time que "amarela" na reta final.
Curiosamente, o amarelo foi a cor que ornou as unhas da principal jogadora da decisão: a oposto Natália, 21. A atleta do Osasco foi a maior pontuadora da partida, com 28 pontos.
"Eu e a [líbero Camila] Brait quisemos ser diferentes e pintamos de amarelo", explicou Natália, entre sorrisos, com sua primeira medalha de ouro da Superliga pendurada no peito.
E a atleta fez, de fato, a diferença nos momentos decisivos. O campeonato foi decidido após erro do juiz, Carlos Cimino, no terceiro set. O jogo estava, até então, empatado: um set para cada equipe.
Natália atacou e a bola bateu na mão de Erika. Cimino não viu o toque no bloqueio, assinalou bola fora e deu ponto para o Rio. A oposta do Osasco foi à loucura e levou cartão amarelo, o que rendeu outro ponto para as rivais. "Fiquei com muita raiva", disse Natália.
Movida por essa raiva, ela passou a virar todas as bolas a partir do fim do terceiro set e a contagiar o time. A cada ponto, abraçava técnico e colegas como se fosse um gol.
No quarto set, o Osasco atropelou: 25/13. No tie-break, o Rio abriu 4 a 0. Mas Natália comandou a reação e incendiou a torcida, levando o time à virada: 5 a 4. Daí em diante, os pontos se alternaram até Thaísa ir para o saque quando estava 10 a 9 para o Rio. Com a meio do Osasco no serviço e os ataques precisos de Natália, o time paulista disparou: 14 a 10. O Rio tentou reagir, mas em contra-ataque, Regiane mandou a bola para fora. A torcida no Ibirapuera explodiu.
Lágrimas molharam os olhos das atletas do Osasco. Há um ano, a tradicional equipe de São Paulo quase foi extinta por falta de patrocinador. Natalia fez 28 pontos e merecia o título de melhor jogadora da final, que ficou com Jaqueline.

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